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Moraes nega pressão sobre Banco Central e vira alvo de ofensiva no Congresso por caso Master




O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se o centro de uma nova crise política após revelações sobre supostas conversas com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e contratos milionários envolvendo o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master.


O caso motivou a oposição a articular uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e novos pedidos de impeachment no Senado.


As Suspeitas de Intercessão:

De acordo com reportagens publicadas nesta semana, o ministro teria realizado contatos frequentes com Galípolo para tratar de interesses do Banco Master, especificamente sobre a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB).


O jornal O Globo afirmou que Moraes teria ligado ao menos seis vezes em um único dia para o presidente da autoridade monetária.

Em notas oficiais, o ministro rebateu as acusações, afirmando que:


• Negativa de Pressão: Inexistiu qualquer ligação telefônica com o presidente do BC para tratar do Banco Master.


• Lei Magnitsky: Os encontros realizados tiveram como objetivo exclusivo discutir os impactos jurídicos e bancários da aplicação da "Lei Magnitsky" (sanções internacionais) no Brasil.


• Atuação Profissional: O escritório de sua esposa jamais atuou na operação BRB-Master perante o Banco Central.


Contrato de R$ 129 Milhões e a Operação Compliance Zero, O caso ganhou tração após a Polícia Federal localizar, no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, um contrato de consultoria jurídica com o escritório de Viviane Moraes. O documento previa o pagamento de R$ 129 milhões ao longo de três anos.


O Banco Master foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes bilionárias, e teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Com a liquidação, os pagamentos ao escritório foram interrompidos.


A oposição no Senado, liderada por nomes como Alessandro Vieira (MDB-SE) e Eduardo Girão (Novo-CE), iniciou a coleta de assinaturas para instalar a "CPI do Banco Master". Os parlamentares argumentam que os valores contratuais estão fora dos padrões de mercado e que a suposta atuação do ministro configuraria conflito de interesses.


Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes manifestou "absoluta confiança" na conduta de Moraes, classificando as instituições como funcionais.

 
 
 

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