PF apura gestão fraudulenta e rombo bilionário em operações entre BRB e Banco Master
- Giro da Notícia
- há 4 dias
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A Polícia Federal (PF) avançou nesta semana nas investigações que apuram um esquema de gestão fraudulenta envolvendo a diretoria do Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O inquérito, que corre sob sigilo, investiga operações de compra de carteiras de crédito que podem ter gerado um prejuízo superior a R$ 5 bilhões aos cofres da instituição pública brasiliense.
O ponto central do inquérito é a aquisição, por parte do BRB, de direitos creditórios originados pelo Banco Master através de uma empresa chamada Tirreno. Segundo a PF, há fortes indícios de que essas carteiras de crédito eram "insubsistentes" — ou seja, não possuíam lastro real ou garantias que justificassem o aporte bilionário.
Investigadores suspeitam que o BRB foi utilizado para injetar liquidez no Banco Master em um momento de fragilidade da instituição privada, mascarando um socorro financeiro sob a forma de negócios comerciais legítimos.
Medidas de Intervenção e Auditoria
Após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC) no final de 2025, o BRB passou por uma devassa interna. Os desdobramentos atuais indicam:
• Provisionamento de Emergência: O BC determinou que o BRB reserve R$ 2,6 bilhões em seu balanço para cobrir perdas imediatas com as operações citadas.
• "Achados Relevantes": Uma auditoria independente contratada pelo conselho do banco público identificou irregularidades no processo de due diligence (análise de risco), sugerindo que normas internas foram ignoradas para acelerar os repasses ao Master.
• Afastamentos: A cúpula diretiva do banco no período das operações já foi alvo de medidas cautelares, incluindo o afastamento de funções públicas e o bloqueio de bens.
Em nota, a atual administração do BRB afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades e que busca a recuperação dos ativos judicialmente. Já a defesa dos antigos gestores e do grupo controlador do Banco Master nega qualquer irregularidade, alegando que as operações foram aprovadas pelos comitês técnicos e que a crise do Master foi agravada por fatores de mercado.
No Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do DF (CLDF), a pressão por uma CPI cresce. Parlamentares argumentam que o uso de um banco público para operações de alto risco com uma instituição privada em crise fere os princípios da administração pública.



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