Refrigerante zero açúcar: a falsa sensação de escolha saudável e os riscos à saúde
- Giro da Notícia
- 7 de jan.
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O refrigerante zero açúcar ganhou espaço nas mesas dos brasileiros como uma alternativa ao refrigerante tradicional. Sem açúcar e com poucas ou nenhuma caloria, ele costuma ser associado a um estilo de vida mais saudável. No entanto, especialistas alertam que essa bebida está longe de ser inofensiva e que o consumo frequente pode trazer riscos importantes à saúde.
Apesar de não conter açúcar, o refrigerante zero é adoçado com substâncias artificiais, como aspartame, sucralose e acessulfame-K. Estudos indicam que esses adoçantes podem interferir no funcionamento do organismo, especialmente no metabolismo e na microbiota intestinal, alterando a forma como o corpo responde à glicose e à insulina. Esse desequilíbrio pode contribuir para o aumento do risco de diabetes tipo 2, mesmo em pessoas que não consomem açúcar em excesso.
Outro ponto de atenção é a saúde cardiovascular. Pesquisas observacionais associam o consumo regular de bebidas adoçadas artificialmente a um maior risco de problemas como hipertensão, doenças do coração e até acidentes vasculares cerebrais (AVC). Embora os estudos ainda não comprovem uma relação direta de causa e efeito, os dados acendem um alerta para quem consome essas bebidas diariamente.
O impacto no fígado também preocupa. O uso frequente de adoçantes artificiais tem sido relacionado ao aumento do risco de acúmulo de gordura no fígado, condição conhecida como esteatose hepática, que pode evoluir para quadros mais graves se não houver mudanças nos hábitos alimentares.
Além disso, mesmo sem açúcar, o refrigerante zero continua sendo uma bebida ácida, o que pode prejudicar o esmalte dos dentes, favorecer a sensibilidade dentária e afetar a saúde óssea a longo prazo, especialmente quando substitui o consumo de água.
Especialistas reforçam que o refrigerante zero não deve ser encarado como uma bebida saudável, mas sim como um produto que exige moderação. Para o dia a dia, a recomendação é priorizar água, água com gás, chás naturais e sucos sem adição de açúcar.
Em resumo, retirar o açúcar não torna o refrigerante automaticamente seguro. O consumo excessivo de versões “zero” pode mascarar riscos silenciosos à saúde e reforça a importância de escolhas mais conscientes quando o assunto é alimentação e bem-estar.



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